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publicado em: MARÇO/2018

Cães e o envelhecimento

O envelhecimento é um processo biológico ao qual todos os seres vivos serão submetidos, inclusive os cães.
Os cães de porte pequeno e médio são considerados idosos a partir dos 9 anos e os grandes e gigantes a partir dos 7,5 anos.
O envelhecimento provoca diminuição da competência imune e a predisposição para doenças infecciosas e neoplásicas aumenta, portanto sempre se deve observar a presença de lesões para serem tratadas o quanto antes.
O rendimento cardíaco diminui cerca de 30% no último terço de vida dos cães, reduzindo a capacidade cardiovascular de se adaptar a condições estressantes, como calor, secador, transporte ou até mesmo presença de outros cães. 
A elasticidade pulmonar é muito afetada pela idade, comprometendo as trocas gasosas e respiração adequada.
Cálculos dentários, retração gengival, periodontite aumentam com a idade e a mucosa gástrica torna-se mais susceptível à gastrite e pólipos gástricos. A secreção pancreática diminui e a capacidade metabólica do fígado também.
Ocorre declínio gradual da função renal podendo estar associado a diminuição da função cardíaca ou não, o que gera uma doença cronica, tornando os animais muito sensíveis a condições estressantes. 
Nos cães idosos ocorre atrofia celular da epiderme e derme, tornando a pele menos adaptável a mudanças e perdenbdo sua elsticidade. O corre atrofioa dos folículos pilosos o que gera a perda da pelagem ou aparecimento de pelo brancos e a pele tambémtorna-se mais seca.
No aparelho locomotor ocorre redução das funções muscular, óssea e cartilagínea. A cartilagem das articulações apresenta uma diminuição da força tensil aumentando a tendência a se romper ou fragmentar. A frequência de osteoartrose é alta devido a diminuição da produção de mucopolissacarídeos e condroitina no líquido sinovial, portanto, qualquer manipulação destas articulações e da coluna vertebral durante o banho e secagem pode gerar desconforto e dor ao animal.
A redução da acuidade visual devido a catarata senil pode predispor a mudanças comportamentais devido a perda de um dos sentidos de reconhecimento dos animais, portanto é comum um cão que sempre foi manso, quando em idade avançada se tornar arredio e passar a morder. Além disso, ocorre perda das funções congnitivas e da audição o que também se torna um fator estressante, principalmente em abientes fora de casa.
Portanto é de suma importância avaliar se o animal tem condições clínicas de tomar banho fora de casa, avaliando-se os riscos e benefícios. Isso só se consegue através da observação frequente do seu cão e de consultas periódicas ao veterinário, que é o melhor profissional para avaliar se seu cão está em perfeito estado de saúde ou não. 

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